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22 de Outubro de 2020

Plagiocefalia

Trate a cabeça torta

Layla Palmyra Boy Rodrigues, Advogado
há 6 meses

É assustador, mas com os cuidados necessários tudo vai dar certo.

Pais de primeira viagem podem se preocupar ou mesmo notar que algo não está certo com o seu filho. Na maioria das vezes isso pode ser apenas inexperiência, ou pode ser sinal de que algo não está certo (de fato).

O medo vem quando em meados do terceiro mês você nota que a cabeça do seu filho não está no formato correto. Bem, isso é assustador, mas não se preocupe. É possível que não seja grave e que seja reversível.

Vamos falar da PLAGIOCEFALIA, BRAQUICEFALIA e ESCAFOCEFALIA.

PLAGIOCEFALIA posicional que consiste numa deformação cranial que descreve um paralelogramo desde a vista superior da cabeça e que gera na zona posterior do crânio um aplanamento lateral. A plagiocefalia se desenvolve quando um bebê passa muito tempo deitado de barriga para cima. Não causa danos cerebrais nem interfere no desenvolvimento do bebê. Pode ser mais perceptível quando se olha a cabeça o bebê por cima. A maçã do rosto e o ouvido no lado plano podem parecer empurrados para frente.

BRAQUICEFALIA consiste numa deformação cranial que descreve a cabeça como curta e larga, com diminuição do diâmetro antero-posterior e aumento do latero-lateral, com tendência de que o crânio assuma um formato mais triangular, ao invés do oval. A braquicefalia é uma deformação craniana congênita ou adquirida posteriormente ao nascimento. A causa da existência dessa deformação é desconhecida, mas ela pode resultar de uma postura prolongada na mesma posição.

ESCAFOCEFALIA é uma deformidade congênita do crânio em que este adquire um formato abaulado e longo que lembra a forma do casco de um barco, o que se deve à ossificação precoce da sutura sagital.

É certo dizer que quando verificada até o terceiro mês de idade, o tratamento pode ser bem sucedido e as sequelas serão mínimas ou nenhuma para o bebê.

Primeiramente é bom tentar identificar se o bebê possui ou não algum torcicolo, ou seja, se está com dificuldades para virar de um lado ou outro da cabeça. As vezes quando o feto fica muito tempo numa posição, ele adquire um leve torcicolo.

Seguidamente, é preciso lembrar que o REPOSICIONAMENTO da cabeça é recomendado DESDE O NASCIMENTO, ou seja deixar a criança dormir com a cabeça virada de um lado ou de outro, intervalado diariamente, isso evitará que a pressão se mantenha em um único lado da cabeça.

Não obstante, evitar manter a criança muito tempo deitada, ou em cadeirinha de descanso, recomendando o uso do bebe conforto somente para transporte. Prefira carregar o bebê ou ainda usar sling ou canguru, o que evita que a pressão seja mantida na cabeça.

Pode ser usado travesseiros destinados principalmente com esta finalidade (uma marca conhecida e cara é a Mimos). O travesseiro evita pressão na região e ajuda a controlar e até, em alguns casos, reverter a alteração da cabeça.

É preciso ficar alerta para notar estas alterações na cabeça do bebê. Um bom modo de verificar tais alterações é olhar a cabeça do bebê de cima para baixo, se notar alterações, é um sinal de preocupação.

O reposicionamento da cabeça, COLOCAR O BEBÊ DE BRUÇOS (sempre com supervisão de um adulto) por alguns minutos por dia e fazer pequenos alongamentos diários na cabeça ajuda a resolver o problema, caso tenha notado o ocorrido e o achatamento seja leve.

Porém, alguns casos exigem um tratamento específico feito com o que se chama órtese, que nada mais é do que um capacete específico, feito unicamente para cada caso em clínicas especializadas, como por exemplo a https://www.clinicaheads.com.br/ . Apesar de ela não ser conveniada a nenhum plano de saúde e os valores serão, de fato, altos, é uma opção segura de que seu filho terá o tratamento adequado.

O tempo de recuperação, se notado logo nos primeiros meses, é de no máximo 3 a 4 meses. Mas é preciso ficar atento, o reposicionamento é uma técnica caseira e pode demorar mais do que o esperado, por isso consultar um médico é muito importante.

Quanto ao uso da ortose, normalmente a recuperação é de 4 a 5 meses, dependendo da gravidade em que se encontra a alteração craniana.

Por fim, recomenda-se que o tratamento de inicie no máximo aos 6 meses de idade, pois após 1 ano e meio a cabeça do bebê para de crescer de forma exponencial, o que dificultará os resultados benéficos do tratamento.

(Foto de Vidal Balielo Jr.)

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